Palmeiras x Santos - 14ª rodada do Brasileirão

Clássico conturbado no Palestra Itália. O Palmeiras precisa vencer para voltar ao famoso G4 e espantar as chances de queda de rendimento. O Santos precisa vencer para confirmar a melhora na equipe depois da vitória contra o Sport. Claro que todo time precisa sempre da vitória, mas para o Santos pode significar ficar a apenas um ponto da zona da degola. Além de vencer um rival que está em melhor condição no campeonato. O jogo promete.

Com dez desfalques, o Palmeiras não terá o entrosamento (que aliás, vem faltando há um bom tempo ao time alviverde). O Santos, por sua vez, terá cinco perdas, uma delas no gol (Fábio Costa machucado). Cuca sabe armar bem seus times, mas o Santos até agora não passou grande confiança, assim como o Palmeiras. Ninguém divulgou a escalação até agora, o que torna o clássico ainda mais imprevisível. Mas vou tentar arriscar um palpite: vence o Santos, com erro da arbitragem. Claro que a parte difícil do palpite não é a segunda…

Os outros jogos da 14ª rodada na quarta-feira

Cruzeiro 0×1 Goiás

Depois não sabem o motivo do Cruzeiro ficar no “quase” nos últimos anos… Perder para o Grêmio quando este é adversário direto, para mim já é absurdo (mesmo fora de casa). Mas para o Goiás em casa? Gol de falta do Iarley afasta os goianos da zona de rebaixamento, deixando a batata do Galo assar. Será que a Raposa queria sacanear o rival centenário?

Botafogo 4×0 Atlético-MG

Até Carlos Alberto e Gil fizeram gols em mais uma goleada sofrida pelo Galo no ano do centenário.

O Botafogo está acertando o time, coisa que Ney Franco sabe fazer. Só não pode esperar mais do que isso.

Já o Atlético encaminha-se tristemente à zona do rebaixamento, merecidamente. De cabeça, me lembro de 3 goleadas no ano: 5 a 0 contra o Cruzeiro na final do Estadual, 5 a 0 contra o São Paulo, mais este 4 a 0. É, dos grandes times brasileiros, o que mais tem chances de cair. E não são poucas, infelizmente.

Coritiba 1×0 Ipatinga

O Coritiba está fazendo o óbvio neste campeonato: jogar em casa contra o eterno lanterna e virtual rebaixado significa ganhar 3 pontos. Méritos para o gol do Coxa, um chute raro e até, digamos, bonito.

Vitória 2×0 Náutico

Devagar que o santo é de barro. Vão falar, elogiar, louvar, fazer tudo com este time do Vitória que, justiça seja feita, vem jogando bem.

Mas a posição deste na tabela é decididamente momentânea. No campeonato do ano passado o Goiás tinha 23 pontos na décima-quarta rodada, e por pouco não foi rebaixado. Não tenho motivos para achar que o Vitória será rebaixado, mas nada me indica que chegará entre os oito primeiros. Há times melhores que irão superá-lo ao longo da competição.

Já o Náutico… Este precisa se cuidar se não quiser voltar para a Série B. Quem avisa amigo é.

Lusa consegue bom resultado contra Flamengo

Estreando técnico novo, mas velho, a Portuguesa conseguiu jogar de igual para igual com o líder Flamengo. E não é de hoje que o líder ameaça perder a liderança. Perder para o Vitória em casa foi apenas um dos sinais da queda de rendimento inevitável que viria com as saídas de Renato Augusto e Marcinho.

Mas a nota do jogo é a arbitragem “péssima” de Evandro Rogério Roman. Sim, foi ruim, mas vão falar mais do que foi. Dois lances em que a mão foi usada para ajudar nos lances de ataque do Flamengo, sim. Mas lances difíceis de ver para a arbitragem. O pior de tudo, na minha opinião, foram as cobranças de pênaltis.

Decidam-se logo, senhores juízes, senhores bandeirinhas. Ou pode adiantar, ou pode dar um passinho, ou não pode nada? O lance da segunda defesa de Sérgio foi tão irregular quanto o da primeira. Não dá para saber o que houve: se levaram embora dois pontos do Flamengo ou se quase tiraram um da Portuguesa.

Bom jogo, muitas chances de parte a parte, mas manchado por essas atuações.

Sr. Diego Tardelli

Depois do jogo deu uma entrevista, todo pimpão, dizendo que queria ajudar o time quando pôs a mão na bola intencionalmente, tentando o gol. Foi expulso por conta disso, pois já tinha cartão amarelo.

Não sei o que dizer: se é burro, se é palhaço ou se é pivete mesmo.

Vasco e Fluminense: mais um empate que parece vitória e vice-versa

O Vasco teve bom padrão de jogo, soube aproveitar contra-ataques e se aproveitou da fragilidade tanto da defesa quanto do meio-campo do Fluminense desfalcado. Leandro Amaral perdeu gol feito, mas depois fez um carregando a bola desde o campo de defesa. Vai entender.

Abrir 3 a 1 em um clássico e deixar o time adversário empatar deveria ser grave para qualquer time. Ainda mais para o vasco, que precisa de todo ponto que puder somar. Considerando os prognósticos para a partida, que apresentavam o time do Fluminense como favorito, o resultado até que não seria dos piores. Mas pelas circunstâncias do jogo foi.

Já o Fluminense…

Apresenta uma fragilidade no início de todo jogo, e quase sempre sai perdendo. Foi assim contra a LDU (nos dois jogos), Goiás (perdeu por 1 a 0), Vitória (virou para 2 a 1), Palmeiras (perdeu por 3 a 1), e agora contra o Vasco novamente. Não vai ser sempre que um resultado amplamente negativo vai poder ser revertido, ou pelo menos igualado. É bom, mesmo sem os Thiagos, o Flu aprender a ganhar os jogos sem ter de sofrer o revés primeiro. Ou o campeonato vai ser uma fuga do rebaixamento, e só.

O Internacional chegou

Bom jogo no Beira Rio, dominado pelo Inter. Desde o começo atacando pelos lados abrindo Alex pela esquerda e Taison, vindo de dentro mais pela direita. O gol quase saiu numa jogada de linha de fundo em que Nilmar só não fez o gol de cabeça porque Rogério Ceni fez milagre. Acabou saindo quinze minutos depois, numa falha clamorosa de Juninho. O Inter era melhor e marcava todos os jogadores do meio-campo do São Paulo com muito velocidade. Guiñazu foi um terror (no bom sentido) em campo.

No segundo tempo, o SPFC adquiriu mais posse de bola, mas apenas para proporcionar o contra-ataque que selou a vitória difícil, mas tranqüila, do Colorado.

Erro da arbitragem no gol de Dagoberto

Sobrou afobação ao bandeirinha que assinalou impedimento na jogada em que Dagoberto fez gol. O jogo estava 0 a 0, e considerando o histórico do São Paulo neste campeonato, o jogo ficaria ótimo para o time tricolor. Erro grave do auxiliar.

E o Inter chegou

Quem duvida, depois do jogo de ontem, que o Internacional brigará pelo título? É bom lembrar que ainda virão Rosinei, D’Alessandro e Daniel Carvalho. Claro que Gustavo Nery também está no pacote, mas, com sorte, ele não atrapalhará.

Internacional vs São Paulo - 14ª rodada

O elenco do Internacional é, hoje, melhor que o do São Paulo. Além disso, terá provavelmente dois bons jogadores em breve: Daniel Carvalho e D’Alessandro.

Mas o SPFC já mostrou força em algumas partidas deste campeonato, mesmo jogando fora de casa. Flamengo e Vitória não me deixam mentir.

Por tudo que vêm fazendo nos últimos 4 anos, Inter e São Paulo são naturais candidatos ao título Brasileiro. Basta lembrar que juntos, neste período, têm duas Libertadores, dois Mundiais, dois títulos Nacionais e dois vice-campeonatos.

A partida de hoje

A primeira sem os desfalques da Seleção Olímpica, muito mais fortes no SPFC do que no Colorado.

A marcação do SPFC, sem Hernanes e Alex Silva, ficará comprometida. Jogando fora de casa contra um time forte, tem tudo para não dar conta. Nilmar e Alex são mais velozes do que André Dias e Juninho. Para o desempenho do SPFC no contra-ataque repetir as boas atuações do ano, será necessária uma boa partida de Zé Luís, que na minha opinião deveria marcar Alex individualmente.

Já o Inter precisa ter tranquilidade. Segurar a bola no campo de ataque, pois o SPFC sempre faz a cobertura dos alas com o meio-de-campo. Joílson vem jogando bem nessa função. Jogar Alex aberto pela esquerda pode abrir mais espaço no meio, onde Nilmar, Taison e Guiñazu podem jogar.

Será um bom jogo, e meu palpite é o empate.

As chances do Fluminense no Brasileirão

O Fluminense bateu à porta do céu - e foi expulso. Reagir ao impacto da perda do título da Libertadores não vai ser fácil, mas a qualidade do elenco me permite dizer o seguinte: título não dá, mas a Libertadores não está tão distante. E disputar de novo o torneio continental ano que vem talvez seja uma forma de consolar os torcedores. Com bons jogadores em todas as oposições, exceto pela falta de um volante de marcação mais sólido (Ygor e Maurício respondem mal na maioria dos jogos), basta não vender meio time. Thiago Neves parece ser uma venda inevitável, mas os outros dificilmente sairão.

Prognósticos para o Fluminense: chance de título: nenhuma; chances de Libertadores: razoáveis; chance de rebaixamento: nenhuma.

As chances do Ipatinga no Brasileirão

Não conheço muito o time do Ipatinga para dizer algo mais do que isso: o Ipatinga já começou o campeonato rebaixado.

Prognósticos para o Ipatinga: chance de título: nenhuma; chances de Libertadores: nenhuma; chances de rebaixamento: todas.

As chances do Santos no Brasileirão

Tenho otimismo para com o Santos. Não acho o time tão ruim como propagam (embora não seja nenhuma maravilha mesmo) e acredito inclusive numa boa campanha. Não será rebaixado, não há hipótese. Precisa apenas de um meio-campo mais encorpado e talentoso. As chegadas de Maicon e Michael (dupla sertaneja?) podem melhorar o time além da medida. Além disso, Cuca é eficiente, e pode armar o time de vários modos, compensando a falta de qualidade com uma boa visão de conjunto.

Prognósticos para o Santos: chance de título: nenhuma; chances de Libertadores: poucas; chance de rebaixamento: quase nenhuma.

As chances do Goiás no Brasileirão

O Goiás tem um time fraco e ainda assim conseguiu contratar Iarley para o ataque. Pelo menos cinco times que lutarão lá na frente vacilaram e muito. Ou ofereceram salário pior. Acho difícil que seja suficiente. O Goiás é um dos mais fracos times deste ano, tem grande risco de queda e não atrai mais tanta simpatia devido ao caso Romerito. Pode escapar, mas não acredito que se salve. Para isso precisaria de uma defesa mais sólida - Paulo Baier, Iarley e Romerito não podem fazer milagre sozinhos.

Prognósticos para o Goiás: chance de título: nenhuma; chance de Libertadores: nenhuma; chances de rebaixamento: muitas.